Fazendo de trapos minha bandeira, andando só por conveniência e ao mesmo tempo à procura de companhia, devorando todo o asfalto e concreto... convivendo e debatendo comigo mesmo em busca do algo mais, me fazendo e desfazendo mil vezes por segundo, morrendo e revivendo a todo instante... terror e sofrimento criados por ninguém passando pelo passado e abandonados no presente... presente de quem? Presente de nós mesmos revestidos de metáfora e poesia... mas falta alguma coisa... o som... o que seria da poesia sem o som? Mas som também é apenas uma composição, um desdobramento real de tudo que é imaginário... no final, apesar de tudo, o silêncio sempre fala mais alto, ele é a mais bela sinfonia, ele é quase uma oração.®
Autor: Endrigo Setragni